Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Eiras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Pedro Eiras. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Pulsar e Cassiopeia na Deriva [parceria com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Faculdade de Letras do Porto]

    

 As colecções Pulsar e Cassiopeia, resultantes de uma parceria com o Instituto de Literatura Comparada Margarida Losa, da Faculdade de Letras do Porto,  dão a conhecer  estudos muito relevantes no âmbito da Teoria da Literatura.

Na  Pulsar, foram já editados Jean ‑Pierre Sarrazac (com A Invenção da Teatralidade seguido de Brecht em Processo e O Jogo dos Possíveis), Pascal Quignard (com Um Incómodo Técnico em Relação aos Fragmentos). Muito em breve chegará, às livrarias, a Aula Inaugural no Collège de France de Antoine Compagnon ( Literatura: Por Que Fazer?).  Um ensaio essencial que problematiza o espaço e o valor da literatura hoje.

Na Cassiopeia, que já acolheu  um inédito de Pedro Eiras, intitulado Tentações: Ensaio sobre Sade e Raul Brandão, teremos brevemente um ensaio de Gonçalo Vilas-Boas sobre Kafka.

quarta-feira, 3 de março de 2010

Arrastar Tinta | Nuno Barros / Pedro Eiras



«Na sua constante reificação da intencionalidade, estamos perante um livro sobre a indeterminação, sobre a hesitação, sobre a dúvida, em suma, sobre a cegueira do gesto que arrasta a tinta, que pinta, que escreve. Como se dirigir a mente para o mundo (a intenção) se revelasse em permanente confronto com o acaso que parece governar cada traço, cada inscrição que a arte deixa na pele do mundo. Como se a hipótese de clareza procurada nas águas profundas da mente se confrontasse sempre com o escuro, esse escuro que ecoa infinitamente na opacidade da arte: ''Fecha-se a tinta sobre ti como uma porta se fecha. Como se fecha sobre uma parede de cimento e tijolos ou pedra, ou água. Onde estava, agora mesmo a clarabóia, onde estava o poço?'' Luís Quintais sobre Arrastar Tinta (in revista Relâmpago nº24).